A manhã
daquele dia 5 de abril de 2012 – quinta-feira - ainda engatinhava. Depois de
uma longa noite de rondas ostensivas e atendimento de diversas ocorrências, a
guarnição do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) da 66ª CIPM já se
preparava para encerrar mais um turno de serviço. O cansaço era inevitável, mas
a missão ainda não havia terminado. Foi quando o rádio da viatura rompeu o
silêncio.
Por
volta de 6h, o Centro Integrado de Comunicação/190 informava que, pelo menos dois
homens, portando armas de fogo, estavam assaltando um estabelecimento comercial,
às margens da BR-116 Norte em Santa Bárbara e logo após teriam fugido em um
Volkswagen Fox, cor verde. Além do roubo, levavam três pessoas como reféns: uma
comerciante, seu filho e um funcionário.
Sem
hesitar, os quatro policiais do PETO 66 mudaram a rota e ao invés de passarem o
serviço, seguiram em diligência. A experiência dizia que cada segundo poderia
significar a diferença entre a vida e a morte.
Pouco
depois, já na BR 116 próximo de um posto de combustíveis, avistaram o veículo
suspeito.
Um dos
reféns conseguiu fazer um discreto gesto, um simples "toque",
suficiente para transmitir aos policiais que qualquer intervenção naquele exato
momento poderia colocar inocentes em risco. A decisão foi instantânea.
Os
militares abortaram a abordagem, passaram pelo veículo como se nada tivesse
acontecido e seguiram adiante. A prioridade era preservar vidas. Logo depois,
solicitaram apoio de outra guarnição da 65ª CIPM e montaram uma estratégia para
interceptar o carro em condições mais seguras.
O plano
deu certo.
Os
criminosos foram surpreendidos, presos em flagrante e os quatro reféns
libertados sem sofrer ferimentos. Com a dupla, os policiais apreenderam dois
revólveres calibre .38, aparelhos celulares e recuperaram o veículo utilizado
na fuga que havia sido roubado na noite anterior, em Salvador.
Mais
tarde, ainda emocionada, uma das vítimas resumiu o sentimento vivido naquela
manhã: "Graças a Deus apareceu uma viatura da Polícia Militar. Eles
tiveram calma, inteligência e coragem para nos salvar."
Naquele
dia, o serviço policial que parecia estar chegando ao fim se transformou em uma
das ocorrências mais marcantes da história da unidade, que ainda tinha sede em
Feira de Santana – atualmente a 66ª CIPM está sediada em Conceição do Jacuípe.
Para aqueles quatro policiais, o plantão só terminou quando todas as vítimas
voltaram em segurança para suas famílias. E ficou mais uma vez a certeza de
que, para quem veste a farda, a missão continua até o último minuto do serviço.
Relembre este fato: CLIQUE AQUI.


.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
NÃO SERÃO ACEITOS COMENTÁRIOS DEPRECIATIVOS, DESRESPEITOSOS E EM DESACORDO COM AS LEIS VIGENTES.